helênica
domingo, agosto 01, 2004
Teste
[autoria do texto: desconhecida]
[tradução: Διγενής Νικολαΐδης]
O Hino Nacional da Grécia é baseado no ‘Hino à Liberdade’ [Ύμνος εις την Ελευθερίαν], um longo poema – 158 estrofes! – escrito por Dionysios Solomós (1798-1857), distinto poeta da ilha de Zákynthos. Foi inspirado na Revolução Grega de 1821 contra o Império Otomano. Durante o ano de 1828, o eminente músico da ilha de Kérkyra, Nikolaos Mantzaros (1795-1872), compôs a música para o hino de Solomós. Apesar de o rei Otto ter condecorado ambos pelo trabalho, ele não substituiu o Hino Real daquela época pelo hino de Solomós e Mantzaros. O antigo hino era musicalmente derivado do hino alemão, com um texto glorificando Otto.
Após a deposição da dinastia, o novo rei George I e as autoridades gregas decidiram mudar aquilo – usar os hinos da realeza como se fossem nacionais – e procuraram um trabalho autenticamente helênico, no tocante à letra e à música. O ‘Hino à Liberdade’ estava prontamente lá – extremamente popular desde os tempos da Revolução, recitado ou cantado em celebrações ou reuniões patrióticas.
Elefthería – a Liberdade - é uma palavra feminina e também um nome popular na Grécia.
A Elefthería de Solomós não é erótica e terrena como a Liberdade de Delacroix. Ela antes lembra uma das abandonadas deusas antigas, que Solomós identifica com a própria Grécia. Uma deusa majestosa e dadivosa, um objeto mais de respeito e admiração que de paixão e devoção.
Ela deve ser imperativa, já que o poeta revê toda a história da Revolução Grega, comenta as atitudes negativas das grandes potências, descreve a dor e a dedicação dos rebeldes, critica suas dissensões, clama pela unanimidade e consolidação – sempre apontando para a Liberdade – o maior valor humano.
O Hino Helênico foi escrito por um homem de apenas 25 anos. Os helenos amam profundamente e respeitam seu emocionante hino juvenil. Seu incomum tempo 6/4 da música de Mantzaros aponta claramente para a maioria das danças gregas tradicionais.
As duas primeiras estrofes e sua tradução:
Σε γνωρίζω από την κόψη
του σπαθιού την τρομερή,
σε γνωρίζω από την όψη
που με βία μετράει τη γη.
Απ’ τα κόκαλα βγαλμένη
των Ελλήνων τα ιερά,
και σαν πρώτα ανδρειωμένη,
χαίρε, ω χαίρε, Ελευθεριά!
Te conheço pela lâmina
da tua espada feroz.
Te conheço pelo aspecto
ameaçador que cobre a Terra.
Nascida dos desjuntados ossos
sagrados dos helenos
E como antes, virilmente,
Salve, salve, Liberdade!
[tradução: Διγενής Νικολαΐδης]
O Hino Nacional da Grécia é baseado no ‘Hino à Liberdade’ [Ύμνος εις την Ελευθερίαν], um longo poema – 158 estrofes! – escrito por Dionysios Solomós (1798-1857), distinto poeta da ilha de Zákynthos. Foi inspirado na Revolução Grega de 1821 contra o Império Otomano. Durante o ano de 1828, o eminente músico da ilha de Kérkyra, Nikolaos Mantzaros (1795-1872), compôs a música para o hino de Solomós. Apesar de o rei Otto ter condecorado ambos pelo trabalho, ele não substituiu o Hino Real daquela época pelo hino de Solomós e Mantzaros. O antigo hino era musicalmente derivado do hino alemão, com um texto glorificando Otto.
Após a deposição da dinastia, o novo rei George I e as autoridades gregas decidiram mudar aquilo – usar os hinos da realeza como se fossem nacionais – e procuraram um trabalho autenticamente helênico, no tocante à letra e à música. O ‘Hino à Liberdade’ estava prontamente lá – extremamente popular desde os tempos da Revolução, recitado ou cantado em celebrações ou reuniões patrióticas.
Elefthería – a Liberdade - é uma palavra feminina e também um nome popular na Grécia.
A Elefthería de Solomós não é erótica e terrena como a Liberdade de Delacroix. Ela antes lembra uma das abandonadas deusas antigas, que Solomós identifica com a própria Grécia. Uma deusa majestosa e dadivosa, um objeto mais de respeito e admiração que de paixão e devoção.
Ela deve ser imperativa, já que o poeta revê toda a história da Revolução Grega, comenta as atitudes negativas das grandes potências, descreve a dor e a dedicação dos rebeldes, critica suas dissensões, clama pela unanimidade e consolidação – sempre apontando para a Liberdade – o maior valor humano.
O Hino Helênico foi escrito por um homem de apenas 25 anos. Os helenos amam profundamente e respeitam seu emocionante hino juvenil. Seu incomum tempo 6/4 da música de Mantzaros aponta claramente para a maioria das danças gregas tradicionais.
As duas primeiras estrofes e sua tradução:
Σε γνωρίζω από την κόψη
του σπαθιού την τρομερή,
σε γνωρίζω από την όψη
που με βία μετράει τη γη.
Απ’ τα κόκαλα βγαλμένη
των Ελλήνων τα ιερά,
και σαν πρώτα ανδρειωμένη,
χαίρε, ω χαίρε, Ελευθεριά!
Te conheço pela lâmina
da tua espada feroz.
Te conheço pelo aspecto
ameaçador que cobre a Terra.
Nascida dos desjuntados ossos
sagrados dos helenos
E como antes, virilmente,
Salve, salve, Liberdade!

