helênica
segunda-feira, maio 01, 2006
Desemprego de jovens é desafio para o país
Depois da série de manifestações de jovens na França, o principal assunto na Europa é o desemprego entre os jovens. A Grécia é o país europeu em que essa situação é mais problemática. No bloco, taxas maiores de desemprego jovem são encontradas apenas na Polônia e Eslováqui, que aderiram recentemente à União Européia e ainda adaptam suas economias.
O desemprego geral na Grécia é de 9,6%, nos moldes da UE, que tem taxa média de 8,6%. Já entre os jovens, a taxa grega sobe para 26,5%, bem acima dos 18,5% europeus. Além disso, o desemprego jovem no país vem crescendo, enquanto geral vem caindo.
A situação é confusa, se levarmos em conta que o país vem crescendo. No último decênio, os investimentos aumentaram e a economia cresceu duas vezes mais que a média do bloco, três vezes mais que Alemanha ou Itália.
A longo prazo, isso pode ser desastroso para a economia nacional. Duas histórias ilustram bem a situação. Lámbros Húlis-Hulídis recentemente teve de fechar sua tecelagem, que empregava 1100 gregos e diz: "Não podemos competir com a China. A era da produção em massa na Europa, e na Grécia, acabou." Kóstas Raisákis realizou o sonho da família e cursou medicina. Mas, aos 36 anos, o cardiologista ainda mora com os pais e só consegue encontrar na área hospitalar empregos que pagam salário mínimo. Agora, voltou à escola, na esperança de que mais formação o ajudará a encontrar um bom emprego.
Segundo especialistas, um dos motivos é que os gregos tendem a seguir profissões e áreas tradicionais, enquanto a economia mudou e precisa de profissionais com outra formação. Um exemplo é o turismo que, apesar de sua importância para a entrada de divisas, não conta com uma escola especializada.
Fonte: Knight Ridder Newspapers
O desemprego geral na Grécia é de 9,6%, nos moldes da UE, que tem taxa média de 8,6%. Já entre os jovens, a taxa grega sobe para 26,5%, bem acima dos 18,5% europeus. Além disso, o desemprego jovem no país vem crescendo, enquanto geral vem caindo.
A situação é confusa, se levarmos em conta que o país vem crescendo. No último decênio, os investimentos aumentaram e a economia cresceu duas vezes mais que a média do bloco, três vezes mais que Alemanha ou Itália.
A longo prazo, isso pode ser desastroso para a economia nacional. Duas histórias ilustram bem a situação. Lámbros Húlis-Hulídis recentemente teve de fechar sua tecelagem, que empregava 1100 gregos e diz: "Não podemos competir com a China. A era da produção em massa na Europa, e na Grécia, acabou." Kóstas Raisákis realizou o sonho da família e cursou medicina. Mas, aos 36 anos, o cardiologista ainda mora com os pais e só consegue encontrar na área hospitalar empregos que pagam salário mínimo. Agora, voltou à escola, na esperança de que mais formação o ajudará a encontrar um bom emprego.
Segundo especialistas, um dos motivos é que os gregos tendem a seguir profissões e áreas tradicionais, enquanto a economia mudou e precisa de profissionais com outra formação. Um exemplo é o turismo que, apesar de sua importância para a entrada de divisas, não conta com uma escola especializada.
Fonte: Knight Ridder Newspapers
:: posted by Digenís Nikolaídis, 14:52