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segunda-feira, maio 01, 2006

Doda Miranda quer competir pela Grécia

O cavaleiro brasileiro Álvaro Alfonso de Miranda Neto, o Doda, iniciou os procedimentos para adquirir a nacionalidade grega e passar a competir pelo país. Ele foi até a Federação Grega de Hipismo preencher os documentos necessários, acompanhado da esposa Athiná, neta de Aristotélis Onássis e também praticante de hipismo.
Ele tem duas medalhas olímpicas de Bronze pela equipe brasileira, em 1996 e 2000, e espera competir pela Grécia nas Olimpíadas de Pequim/Beijing, assim como sua esposa. Mas a mudança de equipe de Doda ainda precisaria ser aprovada pela Federação Internacional de Hipismo, que esteve reunida nesse final de semana.
Quanto à nova nacionalidade, Doda disse aos repórteres que espera "que tudo esteja resolvido em quinze dias, então poderei competir com as cores gregas". O presidente da Federação Grega de Hipismo, Isidóros Kuvélos, disse acreditar que o processo será muito rápido.
Se isso se confirmar, não deixará de ser um feito extraordinário para as autoridades gregas, que levam anos analisando os pedidos de cidadania grega requeridos pelos helenos que vivem no Brasil! Resta ainda saber quantos meses Doda servirá nas Forças Armadas da Grécia, uma imposição legal a todos os homens gregos.

Família Onássis - O célebre armador grego Aristotélis Onássis teve um casal de filhos, Aléksandros e Hristína. Seu filho morreu jovem e solteiro, em um acidente de helicóptero. Hristína teve uma filha, Athiná Roussel, aos 34 anos e morreu de edema pulmonar, três anos depois.
A fortuna da família Onássis foi dividida. Metade foi para a Fundação Onassis, criada em memória de Aléksandros. A outra metade, para Athiná, quando atingisse a maioridade.A única herdeira da família nasceu na França, em 1985 e foi criada pelo pai, o francês Thierry Roussel e pela madastra sueca. Nunca teve contato com a cultura grega e, apesar de herdar bilhões de dólares de uma fortuna construída na Grécia, chegou a afirmar, em documentos legais, que sentia "grande aversão a tudo que é grego".
Os estatutos da Fundação Onassis previam que, atingindo 21 anos, Athiná se tornaria presidente da entidade. Mas o corpo de diretores alterou os estatutos para impedir isso. Segundo o presidente da entidade, Stélios Papadimitríu, "não vamos entregar a presidência para alguém que não tem qualquer conexão com nossa cultura, nossa religião, nossa língua ou nossas experiências comuns, e que nunca trabalhou ou foi à escola um único dia de sua vida". Os advogados da herdeira tentam reverter na justiça a mudança estatutária.
Nos últimos tempos, Athiná tem tentado se aproximar da Grécia, renovando seu passaporte grego, dizendo que quer aprender o idioma e competir pelo país nas próximas Olimpíadas. Também adotou o sobrenome Onássis, que se recusava a aceitar. Resta saber se essas medidas são sinceras ou um jogo de cena para controlar a outra metade da fortuna da família, gerida pela Fundação Onassis.
Segundo o portal Terra, "o império Onassis está avaliado em R$ 30 bilhões e inclui duas ilhas gregas, um apartamento em Paris, um hotel em Montecarlo, um prédio de escritórios em Nova York, duas casas em Atenas, uma companhia eletrônica no Japão, contas correntes em mais de 200 bancos, obras de arte e até mesmo negócios no Brasil."
:: posted by Digenís Nikolaídis, 14:58

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