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domingo, maio 14, 2006

Turquia reage contra monumento em Thessaloníki

A cidade de Thessaloníki inaugurou recentemente um monumento em memória do genocídio dos pôndios, helenos que moravam ao sul do mar Negro. Entre os anos de 1914 e 1922, os pôndios foram quase dizimados pelos turcos, embora muitos tenham conseguido deixar o país. Foram centenas de milhares de mortes. A ONU considera o massacre um dos quatro genocídios do século XX. O mesmo massacre também atingiu os helenos da Capadócia, os assírios e, principalmente, os armênios. É por isso que o episódio é conhecido internacionalmente como "Genocídio Armênio".
Apesar das imensas conseqüências humanitárias, o governo turco até hoje oficialmente nega que isso tenha ocorrido e proíbe que qualquer informação contrária circule no país. Não é de estranhar que as autoridades da Turquia tenham reagido à inauguração do monumento em Thessaloníki. A cidade estava protocolando um acordo de cidade-irmã com Smyrna (atual Izmir, na Turquia), mas o prefeito turco decidiu cancelar a assinatura em represália. Ministros turcos também criticaram o monumento.
O prefeito de Thessaloníki, Vassílis Papageorgópulos, manteve a proposta de parceria e declarou: "Fico triste que alguns oficiais turcos tenham perdido a calma e tomado atitudes tão extremas. Eles precisam entender que estamos no século XXI, todas as nações precisam se comprometer com certa auto-crítica, reconhecer os erros do passado, aprender as lições com as práticas do último século e, assim mais sábios, mapearmos um caminho comum para o futuro. Nós estamos estendendo a mão em amizade e colaboração para o povo turco".

O Genocídio Armênio também tem causado dor de cabeça à Turquia na França. O Parlamento francês discute a proibição legal da negação da ocorrência do genocídio, amplamente documentado. Até a prisão pode ser proposta para quem negar as atrocidades cometidas naquele episódio.

Fonte: ERT (Grécia) e Hurryet (Turquia)
:: posted by Digenís Nikolaídis, 04:22

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